quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O Natal está chegando - Calendário do Advento

Olá mamães,

O Natal está chegando!

Eu gosto muitíssimo do Natal!!!

Como é incrível pensar sobre o grande amor do Pai que enviou seu Filho a esse mundo como um bebezinho para cumprir o propósito de ser o nosso Salvador!

É tão lindo refletir sobre a obediência e humildade de Jesus, que, sendo Deus, tornou-se homem e viveu entre nós, sofrendo a morte e separação de Deus em nosso lugar! E obteve, para nossa justificação, a vitória sobre a morte e o pecado!

Ah! Mas como é triste constatar que o mundo está tão envolto em consumismo e egoísmo que esqueceu completamente a verdadeira história do Natal. Criou outros símbolos e outros personagens e querem que nossos pequeninos acreditem e escolham a mentira no lugar da verdade.

Muitas vezes nos sentimos oprimidas ante a enxurrada de Papais Noéis que nos atacam nessa época do ano... eles parecem estar por toda parte!

Assim, quero incentivar vocês a compartilharem com suas criancinhas a história do Natal de Jesus, o Salvador. Muitas e muitas vezes, começando hoje se possível!!

Aproveitem todas as oportunidades para mostrar que Ele é incomparavelmente o maior e melhor presente. Ele sim é real! Ele sim é nosso amigo verdadeiro! Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas!! (Romanos 11:36)

Quero compartilhar uma ideia que fiz no ano passado e que as crianças gostaram muito: Calendário do Advento!


 É um calendário do dia 01 de dezembro até o Natal. Fiz o meu com tecido e bolsos para cada dia, mas existem outras opções na internet que utilizam papéis ou caixinhas.

Para fazer um parecido com o que eu fiz você vai precisar de:

- um grande tecido liso, de aproximadamente 1 por 1,20 metro
- tecidos de várias estampas diferentes (podem ser natalinas ou não) no tamanho 15x20 cm mais ou menos,
- cola de tecido (uns 4 ou 5 tubinhos) ou máquina de costura
- feltro ou outro tecido branco
- cola de gliter prata ou dourado
- tesoura de tecido (se não tiver as outras dão conta do recado, só demora mais um pouco)
- molde de números (eu imprimi os números  em um tamanho grande, com o efeito de contorno, em negrito )
- fita bonita para fazer um arremate(opcional)

Comece riscando e recortando os números no tecido branco. Depois peça a ajuda dos pequenos para passar a cola com gliter em todos eles e deixe secar.

Recorte os bolsos. Cole os números dos dias nos bolsos e depois cole ou costure as três partes fechadas dos bolsos. Deixe um espacinho entre um bolso e outro. Depois, se quiser enfeite com flores ou sinos ou com uma estrebaria de tecido como eu fiz.

Dentro de cada bolso eu colocava uma surpresa e um versículo sobre o nascimento de Jesus. Todo dia de manhã eles pegavam o que estava no bolsinho, nós líamos o versículo e depois eles se divertiam com a surpresinha.

Algumas ideias de surpresinha: bombom, pirulito, massinha, caixa de estalinho, desenhos para colorir, bolha de sabão, vale-passeio, pista para caça ao tesouro(eles amam!). 

Como eu estava muito empolgada e tinha vários retalhos de feltro, fiz  dedoches de Jesus, Maria, José, anjo Gabriel e dos pastores, e coloquei no bolso do dia 01. Depois eles ficaram na estrebaria!

Como eu falei existem outras opções na internet e tem até como comprar já prontinho em sites como Elo 7 por exemplo. Vários são enfeitados com figuras do "velhinho", mas há muitos bem bonitos e alegres, sem precisar falar de mentiras para as crianças.

Espero que tenham gostado e se animado!

Na próxima postagem vêm mais ideias natalinas!

um beijo,

da mamãe
do Gabriel e da Alice

 
 “O Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo.”
I João 4:14

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Quintas em família - por Gisele Manhães


Olá mamães,

Hoje temos uma postagem pra lá de especial! Foi escrita por uma querida amiga e irmã em Cristo! Uma mulher segundo o coração de Deus, que eu admiro muitíssimo!!!

Pois bem, a Gisele faz uma espécie de diário onde ela registra situações especiais que acontecem com sua família. Gente, que ótima ideia não é mesmo!! A gente sempre acha que vai se lembrar de tudo depois... mas acabamos esquecendo. Eu escrevo algumas coisas num caderninho também, desde que estava grávida do Gabriel. Nem Gisele, nem eu conseguimos anotar tudinho, todos os dias. Claro, né! Mas as coisas mais importantes estão ali guardadinhas pra sempre.

Conversando com ela sobre o blog pedi que compartilhasse conosco alguma experiência ou reflexão. Ela então se lembrou do diário e mandou uma de suas anotações especiais.

E agora com vocês: Gisele, a mamãe do Ricardo e da Aninha!

Quintas em família

Rio de Janeiro, 29 de abril de 2013

Meus filhos estão em uma fase, digamos, desprendida de “papai” e “mamãe”. O menino com 11 e a menina com 9 preferem brincar com os amiguinhos a ficarem com a gente.

As tarefas de casa são feitas ligeiramente com o intuito de descer para brincar no play. Isso é bom e faz parte do desenvolvimento.  Eles estão em busca de uma certa independência. E, como são muito estudiosos e responsáveis, merecem um momento de lazer saudável.

O condomínio tem muito espaço e muita criança. É tudo muito convidativo...   Mas, às vezes, a secura é tão grande que mal eu chego em casa, com muitas saudades deles, eles se aproximam e dizem a frase: “Podemos descer?” Eu chego e eles saem...É mole???

Por isso, institui as “Quintas em Família”. Nesses dias, eles já sabem que não poderão descer, pois nós vamos passar tempo juntos. Pode ser vendo um filme com pipoca, brincando com jogos de tabuleiro, desenhando ou fazendo, sei lá, uma receita de bolo ou pizza, ou até uma sessão de fotos...

Numa dessas quintas, nosso jogo de tabuleiro estava tão divertido (jogamos Pizza Maluca), que, num determinado momento, minha filha atendeu o interfone - que não parava de tocar com convites tentadores – e declarou entre gargalhadas: “Não posso descer hoje!” Ao que o amiguinho deve ter perguntado: “Por que não?”. Aí, então, ela respondeu: “Estamos nos divertindo em família!!”

Família é tão bom!! Como é bom nos divertirmos em família!!!

Que lindo texto e que ótima solução para quem já está com os filhos maiorzinhos, cheios de atividades e ocupações: instituir um dia da família!

Muito obrigada Gisele! Você é sempre bem-vinda com seus textos e sugestões tão preciosos!

Um beijinho,

Da mamãe
do Gabriel e da Alice 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Simão e sua família


Olá mamães,

Escrevi a história abaixo baseada nos relatos dos evangelhos, mas também usei um pouquinho da minha imaginação para descrever a forma como acredito que os fatos tenham acontecido.

Espero que abençoe a vida de vocês.

Simão voltava de seu trabalho no campo. Sua esposa e seus filhos, ainda bem jovens, dependiam do seu esforço para prover o sustento de seu lar. Ao se aproximar da cidade viu que tudo estava caótico: pessoas enfurecidas gritavam palavras ofensivas, guardas riam alto contando piadas grosseiras, um grupo mais afastado de homens pareciam muito assustados, algumas mulheres choravam inconsoláveis.

De repente ele percebeu do que se tratava: o cortejo dos condenados à morte na cruz. Três homens seguiam curvados, levando às costas seu instrumento de tortura.

Entre eles estava alguém que Simão já vira antes. “Não é este Jesus de Nazaré?”, pensou.  Sim, era ele mesmo. O homem que curara tantas pessoas, ressuscitara outras, multiplicara os pães e peixes. Muitos desses milagres Simão presenciara, outros tinha ouvido de quem esteve perto. Aliás, nos últimos três anos só se falava sobre o novo profeta que dizia ser o Filho de Deus. “Seria verdade? Seria Ele o Redentor que tanto aguardamos?” era o que todos se perguntavam.

Mas agora Simão contemplava atônito o mesmo Jesus que ajudara, curara e ensinara a tantas pessoas, sendo levado como criminoso para o monte do Calvário, o lugar da execução.

Resolveu acompanhar mais de perto. Viu a hora em que Jesus caiu sob o peso da cruz. Os guardas o levantaram de forma rude. Retiraram de suas costas a cruz e olharam diretamente para Simão. “Você, venha aqui imediatamente! Carregue isso!”

Simão não teve escolha. Se tivesse, jamais teria participado da tortura e morte de outro ser humano, especialmente de alguém como Jesus, um homem tão bom, um mestre tão sábio.

Andando bem próximo dos condenados, Simão pôde ver as feridas nas costas, na cabeça, no rosto de Jesus. Percebeu que ele estava muito enfraquecido. Em dado momento seus olhos se encontraram com os de Jesus. Então, ele viu no olhar do mestre algo mais que dor e sofrimento, viu amor. Amor pela multidão que gritava, pelos guardas debochados e cruéis, amor pelas mulheres que choravam, pelos homens assustados, amor por Simão, que levava a cruz onde ele seria pregado.



Ao chegar ao Calvário os guardas retiraram das costas de Simão a cruz pesada. Seguiram com os procedimentos para a crucificação. Simão ficou ali, assistindo a tudo com uma tristeza profunda, que doía muito mais que seus ombros machucados pelo peso que carregara.



Ao chegar em casa seu semblante mostrava que aquele não tinha sido um dia como outro. Sua esposa e seus filhos quiseram saber o que aconteceu e Simão lhes contou. Contou que vira um cortejo de crucificação. Contou da multidão, dos guardas, das mulheres que choravam, dos homens assustados. Contou que um dos condenados era Jesus de Nazaré. Contou sobre o peso da cruz que fora obrigado a carregar. Contou das feridas de Jesus, do cansaço que ele demonstrava, da fraqueza ante a tortura, do seu olhar... do amor no seu olhar.



Alguns dias depois, uma notícia começa a correr a cidade. O corpo de Jesus não estava mais no túmulo. Várias pessoas testemunham tê-lo visto vivo. Os discípulos afirmam que falaram e até comeram com Ele! Simão e sua família, assim como centenas de pessoas tiveram o grande privilégio de também ver Jesus ressuscitado!

A família de Simão nunca mais foi a mesma. Aquele que eles imaginavam ser um profeta, um grande mestre, um homem tão bondoso, tornou-se muito mais. Tornou-se o Senhor e Salvador de cada um deles.  O relato vívido de Simão sobre o que presenciou no cortejo até a cruz ficou gravado profundamente nos corações de seus filhos e sua esposa. A ressurreição de Jesus trouxe para essa família uma esperança e alegria indescritíveis.

Muito tempo se passou, Simão envelheceu e foi encontrar com o Senhor na Glória. Sua esposa e filhos continuaram firmes na caminhada com o Salvador. Muitas vezes quando estavam juntos relembravam aquele dia em que seu pai chegara tão abatido e lhes contara sobre a crucificação de Jesus.

Continuaram perseverando na fé e servindo à igreja do Senhor. Quando o apóstolo Paulo esteve na cidade em que moravam, cuidaram dele como se fosse parte da família. O próprio Paulo sentia-se assim, como irmão de Rufo e Alexandre e filho desta amável senhora chamando-a de mãe.

Comecei a imaginar essa história ao me atentar que em Romanos 16:13 Paulo estava se referindo à esposa e a um dos filhos de Simão, o cireneu.  Acredito mesmo que essa família foi tremendamente impactada pela experiência vivida tão de perto pelo pai.

Vale a pena refletir o quanto as nossas experiências com Jesus impactam nossos filhos. Vamos lembrar de conversar com eles sobre o que aprendemos com nossa leitura da Bíblia, sobre as respostas das nossas orações, sobre nossa conversão. Só o tempo nos mostrará o impacto que essas conversas farão na vida de nossos pequeninos, mas creio que serão enormes!

Um beijinho,

Da mamãe
do Gabriel e da Alice

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Avivamento no lar


Olá mamães,

Ultimamente, tenho pedido sabedoria ao Senhor para administrar melhor meu tempo a fim de orar mais todos os dias. Tenho testado horários diferentes para avaliar em qual deles consigo me concentrar melhor e conversar com nosso Pai querido.

Para isso acho importante também pedir a direção do Espírito Santo sobre os motivos sobre os quais clamar (Romanos 8:26). Já perceberam que temos a tendência de sermos egoístas até em nossas orações!! Se não tomarmos cuidado passamos todo o tempo de oração falando de nós mesmas, nossos filhos, marido, problemas financeiros... e esquecemos do restante do mundo inteiro!

E um dos motivos pelo qual tenho orado é por um avivamento na Igreja do Senhor, especialmente no Brasil, onde os evangélicos tanto crescem numericamente, mas não fazemos diferença nenhuma e a sociedade como um todo só vai de mal a pior. Aliás, essa é a realidade em todo o Ocidente. Cristãos nominais que não leem a Bíblia, não oram e participam cada vez menos dos cultos em suas igrejas.


Aí, orando e refletindo sobre a necessidade de um avivamento, me deparei com uma história linda, mas linda demais, e que tem tudo a ver com o tema desse blog:


“...conta a história do pregador inglês Richard Baxter. Durante três anos este homem altamente capacitado por Deus pregou de todo o seu coração, mas sem resultados visíveis. Finalmente, Baxter clamou a Deus: "Senhor, faz algo por este povo ou então eu morro." Conforme relato do próprio pregador, foi como se Deus tivesse respondido em voz bem alta e recomendado a ele: "Baxter, você está trabalhando no lugar errado. Está esperando que o avivamento venha através da igreja. Tente pelo lar." Baxter começou a visitar os lares, (...), até que o Espírito Santo ateou fogo naquela congregação e fez dela uma igreja forte.”


Em outros lugares encontrei mais referências sobre o ministério de Richard Baxter na cidade de Kidderminster,  na Inglaterra, onde foi pastor de 1647 a 1661. Creio ser essa a mesma cidade que a passagem acima menciona.


Alguns fatos:


- Havia aproximadamente dois mil habitantes adultos, e, ao que parece, quase todos se converteram sob o ministério de Richard Baxter.


- Ele os encontrara como “um povo ignorante, rude e libertino, em sua maior parte... e praticamente nunca tinham ouvido uma pregação séria entre eles”.


- Ele relatou “quando ali cheguei pela primeira vez, havia cerca de uma família em cada rua que adorava a Deus e invocava o seu nome;”


- “Quando saí dali, em algumas ruas, em quaisquer de seus lados, não havia uma única família que não O louvasse, ou que, por meio de sua piedade professa e séria, não nos desse esperança de sua sinceridade.”


- “No dia do Senhor não se via qualquer desordem nas ruas, mas podia-se ouvir uma centena de famílias entoando salmos e repetindo sermões, quando passava pelas ruas.”

- “Baxter instituiu o culto doméstico diário, e o lar se tornou o lugar onde Deus era adorado, onde os membros da família eram respeitados como santos e onde a Palavra de Deus era continuamente ouvida e difundida. O que aconteceu neste período foi uma obra da graça tão profunda e potente como o “grande despertamento” ocorrido na Inglaterra e nos Estados Unidos, um século depois!”


Que coisa maravilhosa não é mesmo!!!


Sabe, às vezes parece algo distante pedir por um avivamento em nosso país e até em nossa igreja. Mas quando começamos a orar por um avivamento em nossos lares, em nossas vidas, de nossos maridos e filhos, isso se torna mais real, mais concreto.


Se cada lar cristão - começando pelo meu e pelo de vocês que estão aí lendo nesse minuto – estiver realmente comprometido com o Senhor e com Sua Palavra, com certeza haverá um avivamento poderoso em nossas igrejas. Afinal, as igrejas são as famílias reunidas!


Vamos começar hoje mesmo a orar: “Senhor, aviva o meu lar!”


Vocês estão sentindo a importância dessa oração? A responsabilidade que temos como mães e esposas? Conseguem também sonhar com os resultados?


- Nossos vizinhos percebendo a influência do Senhor Jesus nas nossas vidas, na forma como nos tratamos,


- nossos parentes e amigos mais chegados percebendo o perfume de Cristo em nossas casas (II Coríntios 2:14),


- os colegas de escola de nossos filhos e seus pais notando a diferença da nossa família, não porque sejamos melhores ou por não termos problemas, mas porque verdadeiramente buscamos e servimos ao Senhor (Josué24:15)!!


É muito sonhar com a cena descrita sobre aquela pequena cidade da Inglaterra?


Bem, se cremos que para o Senhor nada é impossível, então sonhemos que, em algum domingo próximo, os moradores de nossos prédios lotarão os elevadores bem cedo, todos com suas Bíblias nas mãos, nas ruas de nossas cidades louvores ao invés de palavrões, gentileza ao invés de discussão, bares vazios e igrejas cheias!!!!

Ah! Senhor, aviva o meu lar, precisamos de Ti.
Perdoa nossos pecados, transforma as nossas vidas!
Que sejamos bondosos e atenciosos uns com os outros e que nos perdoemos como o Senhor, através de Jesus, nos perdoou. (Efésios 4:32).
Que em nossa casa façamos tudo sem queixas ou reclamações para que sejamos irrepreensíveis e sinceros e brilhemos no meio da nossa geração tão corrompida e que carece tanto de Ti. (Filipenses 2:14,15)
Em nome de Jesus, Amém.


Um beijinho,
Da mamãe
do Gabriel e da Alice





sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Irmãos



Olá mamães,

Li há alguns dias que hoje é comemorado o dia do irmão. Não consegui confirmar, mas de qualquer forma já tem um tempinho que queria falar sobre isso por aqui.

Muitas mães e pais se preocupam em dar o melhor para seus filhos, o que é ótimo e muito natural. Mas preciso discordar dos que entendem que, para dar o melhor para seu filho, precisam evitar ter outros filhos.

Sei que existem casos de extrema falta de recursos financeiros, ou de problemas de saúde grave na família, ou outras situações realmente sérias, e quero esclarecer que não é sobre isso que estou falando, OK?!

Falo daqueles casais que poderiam ter mais filhos, mas optam por não ter, e a explicação é que assim podem se dedicar mais e investir mais no filho que já tiveram.

Penso que não há nada de mais precioso que você possa dar ao seu filho quanto um irmão. Eu já pensava isso quando estava esperando a Alice. Na época, lembro que ouvi de outras grávidas de segundo filho que estavam com peninha do mais velho, porque ele perderia seu “posto”. Não posso negar que isso me passava às vezes pela cabeça, mas nunca chegou a ser tristeza ou preocupação.

Se olharmos por outro ponto de vista veremos que o mais velho não está perdendo o pai ou a mãe, ele está ganhando! Está ganhando mais uma pessoa para amar e para ser amado por ela. Está ganhando a oportunidade de aprender a dividir desde cedo, e não só quando chegar na escola. Dividir não é - ou pelo menos não deveria ser - um peso, e sim uma bênção! E quanto mais cedo na vida aprendermos isso, melhor.

Pode parecer ruim pensar que quando temos irmãos precisamos lidar com disputas e conflitos desde cedo. Mas perceba que aí está uma oportunidade de ouro para as mães ensinarem várias coisas importantes desde o berço, por exemplo: a compartilhar, a ser bondoso, a esperar a vez, etc. Se a criança aprende isso desde bem cedo a relação dela com outras crianças será mais fácil, e esse aprendizado vale pra vida toda. Imagine um adolescente, um adulto menos individualista e egoísta como tantos que vemos por aí. Que, desde que pode se lembrar, sempre ouviu de sua mãe que as outras pessoas foram criadas por Deus, têm dignidade e devem ser respeitadas! Tendo sempre outro(s) pequenininho(s) por perto esse conceito vai precisar ser repassado várias vezes por dia. Concordam que assim tem mais chances de ser assimilado?

Algumas mães de mais de um filho chegam a conclusão que com dois filhos o trabalho não é dobrado. Concordo totalmente, não é mesmo dobrado. Você está mais tranquila, consegue avaliar melhor o que realmente é importante e o que era excesso de zelo (ou pura frescura mesmo, rsrs).

E quero acrescentar uma coisa que descobri: a alegria também não é dobrada! É triplicada!! Você tem a alegria de ver um filho, de ver o outro filho e a alegria de vê-los juntos: brincando juntos, se ajudando, se ensinando! Gente, é lindo demais! É até difícil de explicar de tão lindo que é! Ver duas pessoinhas tão pequeninas caminhando juntas, inventando histórias juntas, aprontando juntas!!!! E sentindo falta uma da outra! Lembro de uma vez que fui passear só com a Alice no parque (O Gabriel quis ficar com o papai em casa). Ela tinha pouco mais de um ano. Toda hora ela parava de brincar e ficava olhando em volta, aí voltava pra brincadeira depois parava de novo e olhava... Fiquei impressionada. E quando um dorme antes do outro à noite?! Toda hora o acordadinho vai lá cutucar o dorminhoco, ou então (gente eu amo isso) colocar um brinquedinho na mão do que está dormindo!!!

Não sei se convenci vocês, bem, quem sou eu pra convencer alguém! Mas não se precipitem ao tomar decisões tão sérias. Pensem bem a respeito e orem muito, muito, muito. O Senhor vai dar direção e sabedoria! Bom, e também mais paciência, mais amor, mais ânimo, mais criatividade...rsrsrs

Bem, não posso terminar por aqui. Preciso dizer que tenho duas pessoas maravilhosas na minha vida, e quero dedicar essa postagem a elas também. Agora não estou falando dos meus pequerruchos!

Zana, Pri, amo muito vocês!
Engraçado pensar que agora, nesse exato momento em que escrevo (e choro né!), vocês estão tãããooo longe de mim! Mas estão sempre nos meus pensamentos, em minhas lembranças, no meu coração! Muito obrigada por tudo que vocês já me ensinaram, por todo apoio, todos os conselhos, todo o carinho, por me amar, por tentar me entender ( e olha que isso é bem difícil, hein!). Muito obrigada por fazerem parte da minha vida desde que eu me entendo por gente!
Amo muito mesmo vocês! Saudades!

Muito obrigada Senhor, muito obrigada mãe, muito obrigada pai, por terem me dado irmãs tão lindas e especiais!!


Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

Salmos 133

Priscila, Suzana e eu

Alice e Gabriel
Lindos!
Um beijinho,
Da mamãe
do Gabriel e da Alice


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Sentimento de Culpa da Mamãe e a Cruz - por Rebecca VanDoodewaard


Olá mamães,

Li esse excelente artigo no site Mulheres Piedosas e me identifiquei totalmente!

Acredito que é uma ótima reflexão para todas nós.

Um beijinho,

Da mamãe
do Gabriel e da Alice


“O Sentimento de Culpa da Mamãe e a Cruz” por Rebecca VanDoodewaard

Será que existe alguma mãe que não sinta culpa no exercício da maternidade? Talvez na maior parte do tempo ou talvez só as vezes – todas nós fazemos ou deixamos de fazer algo que nos dá sentimento de culpa. Quando você sabe que alguém que você ama e depende de você está contando com você para basicamente tudo (da alimentação aos cuidados com a saúde ou feriados memoráveis), vem o peso da responsabilidade e o fardo do mal desempenho.

Mas não tenho certeza se o pecado é a maior causa do sentimento de culpa das mamães.

Se formos honestas, geralmente se trata de orgulho ou de temor dos homens. Queremos ser a melhor mãe que existe e não queremos que as pessoas pensem que não estamos atendendo às necessidades de nossos filhos. Queremos que nossos filhos e as pessoas ao nosso redor pensem que somos mães fantásticas que suprem cada uma das necessidades. Queremos a aprovação, o reconhecimento de que somos ótimas ou, ao menos, de que estamos indo muito bem. 

Frequentemente nos sentimos mais culpadas por não fazer mais projetinhos (leitura, esportes, ________) com nossos filhos do que por gritarmos com elas quando estamos atrasadas. E por acaso isso ocorre porque deixar de fazer projetinhos com nossos filhos é pecado? Não: felizmente, as Escrituras nada dizem sobre palitos de picolé e cola. Nos sentimos culpadas, pois a outra mãe faz mais coisas com seus próprios filhos e nos sentimos ultrapassadas. Gritar com nossos filhos é menos preocupante, pois as outras mães não nos veêm fazendo isso, do contrário não faríamos.

Isso soa muito mal quando colocamos o preto no branco, não é? Me constrange, pois vejo isso na minha própria vida. A culpa que eu geralmente carrego não é gerada pela minha inconsistência na disciplina, mas porque alguma outra mãe está fazendo _________ por seus filhos e eu não. Minha culpa vem, não de uma consciência inclinada à Deus, mas de um coração que quer estar à frente dos outros.

Mas certamente há a culpa maternal que vem de uma consciência de quem está fazendo o seu trabalho, nos mostrando onde falhamos como as mães que Deus nos chama para ser. O fato de nos sentirmos culpadas por esquecer de orar por nossos filhos, por sermos relaxadas no ensino e por nossas ações ou palavras egoístas, é algo que pode ser saudável e nos levar ao arrependimento.

A cruz é a resposta para os dois tipos de culpa. Nos faz olhar para o nosso Salvador ao invés dos outros e, especialmente, ao invés de olhar para nós mesmas. Quando nos focamos na Cruz, colocamo-nos em nosso devido lugar. A opinião alheia não importa quando estamos cientes de que vivemos diante da presença do Senhor.

Quando pecamos no nosso papel como mãe por transgredir a Palavra de Deus ou por ignorá-la, podemos correr para a cruz e encontrar perdão através da expiação substitutiva de Jesus. Ao confessarmos nosso pecado, somos perdoadas e purificadas de toda a injustiça (I João 1:9).

Deus pode perdoar tanto as vezes em que somos impacientes com nossos filhos como as vezes em que nos sentimos culpadas enquanto lutamos pelas nossas próprias forças para parecermos melhores para as outras pessoas, sem levar em conta nossos reais pecados. A culpa é um sentimento dado por Deus quando estamos fazendo algo errado. 

Quando nosso senso de certo e errado sobre a maternidade é ditado mais e mais pelas Escrituras do que pelo Pinterest e pelo Facebook, podemos nos valer daquela culpa maternal para correr até a cruz e deixar esse fardo lá, com o nosso Salvador, que morreu inclusive por esses pecados. Isso nos livra da escravidão à opinião alheia sobre nós e da real e merecida culpa pelo pecado. Isso também nos habilita a exercermos nosso papel de mãe na Sua força, porque, sem isso, nós sempre iremos falhar com os nossos filhos.

*Rebecca VanDoodewaard é dona de casa, editora free-lancer e escritora. Ela é esposa do Dr. William VanDoodewaard, ministro da Associate Reformed Presbyterian Church e professor de História da Igreja no Puritan Reformed Theological Seminary, com quem tem 3 filhos. O casal bloga no “The Christian Pundit”
** Tradução: Vivian Junqueira Viviani


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Aprendendo com os pequenos


Olá mamães,


Como vocês sabem, Deus abençoou meu marido e a mim com duas jóias muito preciosas: Gabriel e Alice.

E é maravilhoso perceber que além de ensinarmos tantas coisas, também aprendemos muito com nossos filhos.

Lembro que um dia, quando o Gabriel tinha 2 anos, líamos na  “Bíblia das Criancinhas” a história de quando Jesus curou um homem cego colocando lodo em seus olhos. E meu filhinho, tão pequeno, me fez refletir tanto quando apontou para a figura e disse com sua vozinha linda: “Jesus sujou a mão”.  

Você já deve ter ouvido vários sermões contando este milagre, em geral destacando a singularidade do agir do Senhor e de que o homem não se importou de ter os olhos sujos crendo que algo aconteceria. Pois é, eu também. Mas nunca havia parado para pensar que o Senhor, Deus encarnado, sujou suas mãos santas para curar um homem necessitado! Como essa observação me fez e faz ainda refletir!

Crianças são assim: observam detalhes que nos passam despercebidos, se encantam com coisas com as quais já nos acostumamos, querem saber o porquê e o pra que de tudo. Tê-los por perto nos faz crescer no conhecimento do Senhor e de Sua Palavra já que são tantas perguntas para responder!

Elas nos fazem admirar a natureza através dos seus olhinhos que acham o máximo seguir uma trilha de formigas, ou observar os vários estágios das flores de uma plantinha: “olha mamãe essa ainda é um botãozinho, essa já abriu, essa já tá velhinha!”

São situações que não vivíamos mais, coisas com as quais já estávamos acostumados e que perderam um pouco do encanto. Imagine só, você parando para observar (por vários minutos!) cada formiga, lagarta, borboleta ou barata amassada (eca!), no seu caminho até o trabalho ou o mercado! Mas acompanhado de crianças... Ah! Normal!

E por falar em mercado... está aí outro ótimo exemplo! O que para nós é mais um compromisso, uma necessidade, para eles é festa: “Posso ir dentro do carrinho?”, “Quero ajudar a escolher as laranjas!”. E tudo é colorido, tudo eles perguntam o que é, para que serve e se podem levar! Tudo leva o triplo do tempo, mas fica muito mais interessante e divertido!

Tem outra coisa que admiro muito nos pequenininhos: Como eles perdoam fácil! É incrível! Eles brigam, gritam um com outro, às vezes é preciso intervir, lembrar que os irmãos devem viver em união... e daí a poucos segundos já estão brincando juntos.

Quantas vezes por causa desses desentendimentos entre eles eu coloquei um dos dois de castigo sentadinho e o outro sentou-se do lado!

Ano passado aconteceu uma situação assim. O Gabriel tinha 4 anos e a Alice acabara de completar 2. Eu estava ocupada lavando roupas no tanque e ele veio me contar que a Alice havia batido nele (ou empurrado, agora não lembro com certeza). Como eu estava bem enrolada não parei para fazer todo o meu “discurso contra a violência entre irmãos”, só falei: “Alice, você não pode bater no seu irmão!”. Ela ficou no cantinho que coloquei de castigo e eu voltei para a roupa. Então o Gabriel veio e aconteceu um dos momentos mais lindos entre eles, que não quero esquecer nunca, tive que deixar a roupa de lado e fiquei só olhando:

(Gabriel) - Porque você está chateadinha Alice? É porque a mamãe brigou?
(Alice)- É!
(Gabriel) - Mas Alice a mamãe só brigou porque você bateu no Biel. O Biel é importante, ele é um presente que Papai do Céu deu pra mamãe. Papai do Céu não fez a mãozinha da Alice pra bater não. Ele fez a mãozinha da Alice pra fazer carinho, pra brincar...
 (Alice) - ... pensativa.
(Gabriel) – Vamos lá brincar mais, vamos!
(Alice) – Vamos!
(Gabriel) – Mamãe a Alice pode sair do castigo?
(Mamãe) – Claro filho! – com lágrimas nos olhos!!!

Ele a perdoou, e ainda repetiu pra ela o que eu já havia ensinado pra ele tantas vezes. Nessas horas a gente vê que eles aprendem o que a gente ensina mesmo quando achamos que não estão prestando atenção! E nós aprendemos com eles também, e como!

Aprendemos mais sobre a Bíblia através de suas observações e para responder suas dúvidas.

Ganhamos um novo olhar para a natureza, a linda criação do Senhor!

Notamos que compromissos do dia-a-dia, podem ser momentos divertidos e alegres.

Percebemos que precisamos perdoar com a mesma naturalidade deles.

Bem ensinou nosso querido Mestre: 

Que o Senhor nos ajude a aproveitar ao máximo as oportunidades de também aprender com nossos pequeninos!

Um beijinho,

Da mamãe
do Gabriel e da Alice

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Coisas que não me arrependerei de fazer com, e pelos meus filhos

Olá mamães,

Já falei por aqui que amo listas! Então hoje vou fazer uma muito especial! Resolvi escrevê-la quando li essa postagem aqui do site Reforma 21.

Achei a ideia ótima, uma excelente lembrança para daqui a alguns anos e um testemunho do que é mais importante para nós e nossa família.

Sei que a minha lista passará por alterações com o tempo, já que meus filhos ainda são pequenos – Gabriel tem 5 e Alice faz 3 mês que vem.

Mas por enquanto posso afirmar que existem várias “coisas que não me arrependerei de ter feito com, e pelos meus filhos”:

- Voltar para meu emprego anterior quando descobri que estava grávida do Gabriel. Eu começara há poucos meses numa empresa em que a pressão e o horário de trabalho eram bem maiores, além de precisar viajar constantemente. Isso começou a me angustiar profundamente e então o Senhor me fez descobrir a possibilidade de voltar para o emprego anterior. Conversei com meu marido e decidimos que seria o melhor. É lógico que isso implicou em voltar para o salário anterior também, que era a metade. Mas querem saber, deu tudo super certo e com certeza não me arrependo nem um pouco dessa decisão.

- Outra decisão que não me arrependi foi de ter tirado o Gabriel da creche quando estava em licença maternidade da Alice. Muitas pessoas falaram que eu era louca... Loucas são elas! Rsrsrs. Foi sem dúvida uma das melhores épocas da minha vida! E não foi benção só para mim e para meu marido de termos nossos filhinhos em casa o dia todo, tenho certeza que isso contribuiu muito para construir a amizade entre eles dois também.

- Ensiná-los a decorar versículos. Aqui você encontra os primeiros versículos que imprimi e colori para que o Gabriel aprendesse, quando ele tinha pouco mais de dois aninhos. Depois vieram vários outros, até porque comecei a fazer pequenos cartões para as crianças da igreja decorarem também! Como é maravilhoso ouvi-los recitar a Palavra de Deus! Nunca vou me arrepender por ter investido tempo nisso.

- Observar a natureza com eles. Nos nossos passeios e caminhadas, sempre paramos para olhar de perto as plantas, flores e insetos. Muuuuitas vezes chegamos em casa com os bolsos cheios de folhinhas e sementes!! É verdade que o trajeto que poderia ser percorrido em 10 minutos demora 20 ou mais... mas vale muito a pena dedicar essa atenção para ensiná-los a maravilhar-se com a criação do Senhor!

- Ensiná-los a cumprimentar as pessoas e falar com educação e respeito. Na verdade esse aprendizado ainda está sendo feito... Sempre preciso reforçá-lo! Mas tenho certeza que nunca me arrependerei disso. Criei até um versinho:
“Quando falamos educadamente,
mostramos que a outra pessoa
é muito importante pra gente”

- Mostrar como ter responsabilidade em pequenas coisas, como limpar o que entornou, ou guardar o que espalhou... Nem preciso dizer que esse conceito também está em processo de construção na cabecinha deles! Mas já colhemos os frutos, muitas vezes eles pegam um paninho pra secar o suco que caiu no chão, sem que ninguém precise falar. Bem, muitas outras vezes, preciso sim falar... e várias vezes!! Mas a noção de que somos responsáveis por nossos atos é tão rara hoje em dia, numa sociedade em que todos se consideram vítimas, que sei que jamais vou me arrepender por ter começado cedo a ensiná-los sobre isso.

- Colocá-los pra dormir! Às vezes a rotina da hora de dormir demora um tempão, muitas vezes já estou bem cansada nessa hora, mas... é bom demais!! Demais! Demais! Demais!

- Andar de mãos dadas com eles... gente, tem coisa melhor?! Aquelas mãozinhas miudinhas, aquelas perninhas curtas que nos obrigam a reduzir o ritmo e caminhar mais devagar... Que benção do Senhor, que privilégio, podermos ter em nossas mãos as mãozinhas que um dia, assim oramos e esperamos, farão coisas incríveis para a glória de Deus!

- Ensiná-los a amar e orar pelos missionários! No nosso culto doméstico incluímos um momento especial em que lemos os informativos dos missionários e oramos por eles. Como é lindo ouvir as suas vozinhas doces conversando com Papai do Céu sobre algo tão importante!

- Aceitar a ajuda deles para as tarefinhas domésticas, especialmente para fazer bolo, biscoito, torradinha... É fato que demora bem mais com meus “ajudantes”, mas fica milhões de vezes mais divertido!

- Ensiná-los a amar os livros, especialmente a Bíblia. Eles valorizam muito as dezenas de livros que tem! E gostam demais de ouvir histórias... e eu gosto demais de contar!!!

- Dizer “eu amo vocês”, todos os dias!

- A última coisa da lista (mas não menos importante) eu não vou escrever não, vou mostrar:


Nossas baguncinhas de pintura!!!!!


  

Então, se animam a fazer uma lista dessas também?

Que o Senhor nos capacite para darmos aos nossos filhos lembranças maravilhosas e ensinamentos preciosos a cada dia.

Um beijinho,

Da mamãe
do Gabriel e da Alice